Lioz Clássico

O Lioz Clássico é um calcário ornamental formado em ambiente marinho durante o Cretácico, caracterizado por uma matriz carbonatada muito compacta e por conteúdo fossilífero frequentemente relevante. Entre os fósseis mais típicos destacam-se os rudistas (bivalves recifais cretácicos), que podem surgir à superfície como estruturas, manchas ou secções visíveis após corte e acabamento. A combinação entre baixa porosidade, boa coesão e elevada resistência explica o seu desempenho histórico em aplicações exigentes, especialmente em cantaria e elementos estruturais. Está intimamente associado à região de Lisboa e envolvente, onde ocorre e foi tradicionalmente extraído e trabalhado. A sua presença em marcos da arquitetura portuguesa, como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, consolidou-o como uma das pedras mais emblemáticas do património nacional. Pelo seu valor histórico e cultural, o Lioz foi designado pela IUGS como “Heritage Stone” (Global Heritage Stone Resource), uma distinção científica que reconhece pedras naturais com utilização marcante em património construído. Atualmente, além da conservação e reabilitação do património, continua a ser utilizado em pavimentos, revestimentos e cantarias urbanas, mantendo uma ligação direta entre geologia, cidade e memória coletiva.

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